segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A IMPORTÂNCIA DO MUNDO MICROSCÓPICO



A Química é um dos componentes curriculares capaz de promover o desenvolvimento intelectual dos estudantes através da busca de significados para se compreender a natureza e suas transformações. Representa uma oportunidade para os alunos entendam o mundo sob o ponto de vista dos conceitos da Química.
Porém, muitos alunos resistem à aprendizagem da Ciência Química, pois acreditam que a mesma está relacionada a coisas perigosas, os conteúdos são desvinculados do cotidiano da vida e o processo de matematização do ensino da mesma.
Para alguns, o maior problema do ensino de Química é a forma como os conceitos são apresentados. Para eles, o ensino da Química não deve se limitar ao ensino de fórmulas, conceitos ou termos sem significados, mas devem sim, com o tempo constituir seu próprio modo de pensar. Para outros, os professores estão mais comprometidos com um currículo rígido, desconectado com o contexto, e, consequentemente, contribuindo para desvalorização da aula e o desinteresse dos alunos.
Os componentes curriculares não servem simplesmente para a reprodução de conhecimentos científicos. Eles devem atender as finalidades sociais. Devem integrar-se aos processos de organização, constituição e mediação de novos conhecimentos, inclusive os que dizem respeito ao exercício da cidadania.
Porém, os professores têm sido desfiados pelas contínuas descobertas científicas e tecnológicas, pelos temas polêmicos atuais, requisitando dos mesmos uma capacidade de problematizá-los, de refletir juntos com seus alunos, fomentando esclarecimentos dos conceitos, e consequentemente, uma formação crítica e reflexiva. Outros desafios se fazem presentes na prática pedagógica dos professores: formação inicial pouco crítica tutelada pela cultura escolar livresca, falta de uma proposta do sistema de ensino que valorize as inovações dos professores, superlotação das salas de aula, defasada estrutura física das escolas, desvalorização profissional, dentre outras.
Mas, dentre os principais motivos que provocam o desinteresse pelas aulas de Química diz respeito ao processo de matematização dos seus conteúdos, o que dificulta tanto o ensino como a compreensão por parte dos alunos.
Os alunos têm dificuldade de relacionar de forma coerente conhecimentos matemáticos, como por exemplo, unidades de medidas e suas formas de conversão, equação de 2º grau, regras de três, logaritmo etc. e químicos (grandezas, símbolos, representações etc.).
O texto ressalta que há mais de uma década os Parâmetros Curriculares Nacionais recomendam ao professor criar situações-problemas que estimulem a curiosidade e desenvolvam a capacidade de raciocinar e de usar a Ciência como elemento de interpretação e intervenção.
Ao enfatizarem os cálculos os professores podem intimidar a compreensão dos conceitos e de outros conteúdos subsequentes. Claro que com isso não se pretende argumentar contra o ensino de fórmulas ou cálculos matemáticos. Segundo os PCNs, a Química deve ser apresentada aos alunos sobre o seguinte tripé: transformações químicas, materiais e suas propriedades e modelos explicativos, os quais devem estar fundados em uma prática metodológica pautada na contextualização; respeito ao desenvolvimento cognitivo e afetivo; desenvolvimento de competências e habilidades, em consonância com os temas e conteúdos ensinados.

Dessa forma, o ensino da Química deve favorecer a compreensão dos conceitos básicos que envolvem os fenômenos químicos presentes em todos os eventos e seres da natureza. À medida que nos apropriamos desses saberes ficamos mais conscientes de que tudo que ocorre na natureza e processo químico, não como coisa perigosa, mas como algo natural. Assim, ela deve ser ensinada de forma agradável, de forma interdisciplinar, favorecendo a formação crítica, reflexiva e cidadã.


Nenhum comentário:

Postar um comentário