A Química é um dos componentes
curriculares capaz de promover o desenvolvimento intelectual dos estudantes através
da busca de significados para se compreender a natureza e suas transformações.
Representa uma oportunidade para os alunos entendam o mundo sob o ponto de
vista dos conceitos da Química.
Porém, muitos alunos resistem à
aprendizagem da Ciência Química, pois acreditam que a mesma está relacionada a
coisas perigosas, os conteúdos são desvinculados do cotidiano da vida e o
processo de matematização do ensino da mesma.
Para alguns, o maior problema do
ensino de Química é a forma como os conceitos são apresentados. Para eles, o
ensino da Química não deve se limitar ao ensino de fórmulas, conceitos ou
termos sem significados, mas devem sim, com o tempo constituir seu próprio modo
de pensar. Para outros, os professores estão mais comprometidos com um
currículo rígido, desconectado com o contexto, e, consequentemente,
contribuindo para desvalorização da aula e o desinteresse dos alunos.
Os componentes curriculares não
servem simplesmente para a reprodução de conhecimentos científicos. Eles devem
atender as finalidades sociais. Devem integrar-se aos processos de organização,
constituição e mediação de novos conhecimentos, inclusive os que dizem respeito
ao exercício da cidadania.
Porém, os professores têm sido
desfiados pelas contínuas descobertas científicas e tecnológicas, pelos temas
polêmicos atuais, requisitando dos mesmos uma capacidade de problematizá-los,
de refletir juntos com seus alunos, fomentando esclarecimentos dos conceitos, e
consequentemente, uma formação crítica e reflexiva. Outros desafios se fazem
presentes na prática pedagógica dos professores: formação inicial pouco crítica
tutelada pela cultura escolar livresca, falta de uma proposta do sistema de
ensino que valorize as inovações dos professores, superlotação das salas de aula,
defasada estrutura física das escolas, desvalorização profissional, dentre
outras.
Mas, dentre os principais motivos
que provocam o desinteresse pelas aulas de Química diz respeito ao processo de
matematização dos seus conteúdos, o que dificulta tanto o ensino como a
compreensão por parte dos alunos.
Os alunos têm dificuldade de
relacionar de forma coerente conhecimentos matemáticos, como por exemplo, unidades
de medidas e suas formas de conversão, equação de 2º grau, regras de três,
logaritmo etc. e químicos (grandezas, símbolos, representações etc.).
O texto ressalta que há mais de
uma década os Parâmetros Curriculares Nacionais recomendam ao professor criar
situações-problemas que estimulem a curiosidade e desenvolvam a capacidade de
raciocinar e de usar a Ciência como elemento de interpretação e intervenção.
Ao enfatizarem os cálculos os
professores podem intimidar a compreensão dos conceitos e de outros conteúdos
subsequentes. Claro que com isso não se pretende argumentar contra o ensino de
fórmulas ou cálculos matemáticos. Segundo os PCNs, a Química deve ser
apresentada aos alunos sobre o seguinte tripé: transformações químicas,
materiais e suas propriedades e modelos explicativos, os quais devem estar
fundados em uma prática metodológica pautada na contextualização; respeito ao
desenvolvimento cognitivo e afetivo; desenvolvimento de competências e
habilidades, em consonância com os temas e conteúdos ensinados.
Dessa forma, o ensino da Química
deve favorecer a compreensão dos conceitos básicos que envolvem os fenômenos
químicos presentes em todos os eventos e seres da natureza. À medida que nos
apropriamos desses saberes ficamos mais conscientes de que tudo que ocorre na
natureza e processo químico, não como coisa perigosa, mas como algo natural.
Assim, ela deve ser ensinada de forma agradável, de forma interdisciplinar,
favorecendo a formação crítica, reflexiva e cidadã.
Nenhum comentário:
Postar um comentário