sábado, 12 de maio de 2012

PROJETO PEDAGÓGICO




Uma vez que antecedem as eleições municipais (prefeito e vereadores), resolvi elaborar este projeto para discutir com  meus alunos da 3ª série do Ensino Médio. 
Contei com a contribuição da professora de Português Ivanilda para orientar os  alunos quanto à questão gramatical.


FILOSOFIA POLÍTICA: uma abordagem da concepção de Estado em Platão, Aristóteles e os Contratualistas (Hobbes, Locke e Rousseau)



1 IDENTIFICAÇÃO
ESCOLA: Centro de Ensino “Dom Ungarelli”
SÉRIE: 3ª Série do Ensino Médio
TEMA: Filosofia Política
DISCIPLINA(S): Filosofia e Português.
CONTEÚDOS(S): Filosofia Política de Platão, Aristóteles, Maquiavel, Hobbes, Locke e Rousseau. Concordância verbal e nominal.


2 JUSTIFICATIVA
            A Política em sentido clássico é a ciência ou arte de governar em prol do bem comum, porém, percebe-se pouco interesse por parte dos jovens em lidar com esta questão, principalmente porque a política, atualmente, se tornou sinônimo de corrupção, desvios de recursos públicos, nepotismo etc.
            Diante das constantes notícias sobre as más práticas de alguns políticos, as pessoas desenvolvem uma postura de apatia e de aversão para com as questões que envolvem decisões políticas.
Neste momento em que antecede as eleições municipais (2012) para vereadores e prefeitos, faz-se necessária uma reflexão acerca do que é política, da sua importância, quais são seus fundamentos, quais as principais concepções filosóficas de política etc.
Neste sentido, é de suma importância que se discuta, que se enfrente o assunto, se incentive o debate e a reflexão sobre temas como democracia, cidadania, participação e esferas de poder, despertando um olhar para o poder político como algo extremamente importante para a manutenção e o desenvolvimento da democracia. Enfim, este projeto pretende resgatar a política como arte da discussão e da negociação em busca do bem-estar comum. 


3 OBJETIVO GERAL
Compreender os aspectos históricos e conceituais da política, viabilizando a participação nas decisões políticas nos diferentes segmentos que compõem a sociedade.


.4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Exercitar a capacidade crítica e argumentativa;
Produzir textos que explicitem o contexto político de nossa sociedade;
Ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros;
Ler textos filosóficos de modo significativo;
Exercitar a autonomia intelectual e o pensamento crítico e reflexivo;
Apropriar-se do modo de pensar filosófico, ou seja, crítico e reflexivo;
Expressar-se de forma escrita o que foi apropriado de forma reflexiva;
Respeitar o pluralismo das concepções partidárias;


5 METODOLOGIA
O processo de ensino-aprendizagem dar-se-á por meio da internet, através da criação de um blog (hipertexto), no qual serão postadas as atividades elaboradas pelos alunos. Nesse âmbito, a abordagem será numa perspectiva dialética, ou seja, será um espaço para discussão das concepções políticas dos principais filósofos. Quando aos procedimentos técnicos, serão realizadas pesquisas bibliográficas, navegação e pesquisa na internet, análises de vídeos, debate em grupo, elaboração de textos etc. Após, os resultados serão socializados através do blog, abrindo espaço para a postagem de comentários e assim, ampliando o conhecimento.


6 RECURSOS
Livros, computadores e acessórios.


7 AVALIAÇÃO
O processo de ensino-aprendizagem será realizado observando-se aspectos quantitativos, tais como pesquisas bibliográficas, Navegação e pesquisa na internet, exposições orais e produções escritas no blog, e aspetos qualitativos, como, por exemplo, pontualidade na realização das atividades, participação nos debates e trabalhos realizados, criatividade e proatividade.


REFERÊNCIAS

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. v. único. 4 ed. São Paulo: Moderna, 2009

BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino médio. Brasília: Ministério da Educação, 1999.

BICUDO, Francisco e MARCONI, Elisa. A Política na sala de aula. Disponível em: < http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=857>. Acessado em 04 de maio de 2012.

TORNAGHI, Alberto José da Costa et all. Tecnologias na Educação: ensinando com as TIC: guia do cursista. 2 ed. Brasília: Secretaria  de Educação a Distância, 2010.

OPINIÃO DO PROFESSOR LADISLAU DOWBOR







  Muito interessante esta entrevista com o prof.Ladislau Dowbor sobre o papel da escola na sociedade do conhecimento, sobretudo, quanto ao papel da escola como organizadora do conhecimento. Mas, me preocupo muito com as escolas periféricas e públicas que atendem pessoas carentes de tudo. Percebo meus alunos com dificuldades de aprender as tecnologias mais "elementares" como a leitura e a escrita. Outra coisa importante, é quanto ao poder público que não prioriza a educação, não supre as necessidades básicas como livros, laboratórios, centros de arte etc. Em fim, nossos alunos estão ficando marginalizados com relação ao processo do conhecimento, principalmente quando atentamos para a "nova" sociedade do  conhecimento. A escola está atrasada "anos luz" do desenvolvimento econômico-social.

TECNOLOGIAS NA MINHA ESCOLA




Neste trabalho, fez-se uma pequena sondagem sobre o uso das tecnologias na escola onde eu trabalho. Embora não tenha caráter de universalidade, pelo menos, revela uma tendência. Veja a seguir os resultados:


  Nome da Escola: CE “DOM UNGARELLI”
  Número de docentes em sala de aula: 52 (período diurno)
  Numero de docentes entrevistados: 05


Tecnologias
Nº de docentes que usam
Postura do Aluno
Receptor passivo
Autor (pró-ativa)
Textos impressos (Xerox e livros)
05
X
Textos digitais
0
Hipertextos
0
Data show
03
X
Internet
03
X
Email
0
Blogs
0
Imagens
02
X
Vídeo (TV/DVD)
04
X
Animação
0
Jogos
01
X




  Prática do Professor:

A partir da entrevista e da observação, conclui-se que os recursos tecnológicos, ainda, são utilizados para apoiar práticas tradicionais de ensino-aprendizagem, porém, percebe-se um processo de transição para uma pedagogia mais pró-ativa por parte do estudante.

DESAFIOS DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL


Diferentemente do passado, quando as escolas atendiam aos poucos bem estruturados economicamente, as escolas públicas de hoje estão repletas de alunos das mais variadas classes sociais. A escola está em constante transformação; adapta-se às mudanças do sistema capitalista; às mudanças do mundo do conhecimento.
São vários os processos de transformação que afetam direta ou indiretamente a organização escolar. São transformações que advém de um conjunto de acontecimentos que caracterizam novas realidades sociais, econômicas, políticas, culturais. Dentre estes os mais visíveis são: avanços tecnológicos; a globalização; a qualificação profissional; mudanças nas concepções, funções e papel do Estado, que diminui sua atuação e ao mesmo fortalece seu controle, favorecendo as leis de mercado; avanço no sistema educacional, mais voltado para a pesquisa e à produção do conhecimento, além do aumento da exclusão social.
Segundo Libâneo (2004), “as mudanças na economia” são os aspectos que mais influenciam a Escola e o trabalho dos docentes. Estes aspectos estimulam as pessoas a se prepararem para a competitividade do mercado de trabalho; e os que não conseguirem competir serão excluídos socialmente. Neste sentido, a escola vive a transição da sociedade industrial para a sociedade da informação, destacando-se a produção de bens culturais primando pela informação. Isso requer da escola e dos professores um trabalho planejado objetivando melhores condições intelectuais, sociais e afetivas para as pessoas, alunos, comunidade como um todo.
Dessa forma, as unidades escolares têm a função de preparar os estudantes não só para o mercado de trabalho, mas ampliar suas capacidades no âmbito reflexivo e crítico, através do conhecimento científico e da tecnologia da informação, partindo do contexto e da bagagem cultural do estudante.
Ao mesmo tempo, percebe-se uma diminuição da confiança das pessoas nas ações públicas de nossos governantes. Além disso, agravam-se a cada tempo, a individualidade e a insensibilidade social. Desse modo, a escola é desafiada a preocupar-se em realizar novas formas de fazer política, de resgatar o interesse pela participação nos processos decisórios que permeiam a sociedade civil.
Isso significa dizer que a função social da escola no mundo de hoje está em realizar o processo educativo, visando o conhecimento, de acordo com os anseios dos estudantes, inserindo-os no contexto das mudanças econômicas e ao mesmo tempo, contribuindo para que se tornem protagonistas, ou seja, autores e senhores de suas vidas. Isto significa que a escola deve criar oportunidades para que eles decidam, pensem, tornem-se livres e responsáveis, autônomos e emancipados.


  
REFERÊNCIAS

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão Escolar: Teoria e Prática. 5. Ed. Goiânia: Alternativa, 2004