Diferentemente
do passado, quando as escolas atendiam aos poucos bem estruturados
economicamente, as escolas públicas de hoje estão repletas de alunos das mais
variadas classes sociais. A escola está em constante transformação; adapta-se
às mudanças do sistema capitalista; às mudanças do mundo do conhecimento.
São vários os
processos de transformação que afetam direta ou indiretamente a organização
escolar. São transformações que advém de um conjunto de acontecimentos que
caracterizam novas realidades sociais, econômicas, políticas, culturais. Dentre
estes os mais visíveis são: avanços tecnológicos; a globalização; a
qualificação profissional; mudanças nas concepções, funções e papel do Estado,
que diminui sua atuação e ao mesmo fortalece seu controle, favorecendo as leis
de mercado; avanço no sistema educacional, mais voltado para a pesquisa e à
produção do conhecimento, além do aumento da exclusão social.
Segundo
Libâneo (2004), “as mudanças na economia” são os aspectos que mais influenciam
a Escola e o trabalho dos docentes. Estes aspectos estimulam as pessoas a se
prepararem para a competitividade do mercado de trabalho; e os que não
conseguirem competir serão excluídos socialmente. Neste sentido, a escola vive
a transição da sociedade industrial para a sociedade da informação,
destacando-se a produção de bens culturais primando pela informação. Isso
requer da escola e dos professores um trabalho planejado objetivando melhores
condições intelectuais, sociais e afetivas para as pessoas, alunos, comunidade
como um todo.
Dessa forma,
as unidades escolares têm a função de preparar os estudantes não só para o
mercado de trabalho, mas ampliar suas capacidades no âmbito reflexivo e
crítico, através do conhecimento científico e da tecnologia da informação,
partindo do contexto e da bagagem cultural do estudante.
Ao mesmo
tempo, percebe-se uma diminuição da confiança das pessoas nas ações públicas de
nossos governantes. Além disso, agravam-se a cada tempo, a individualidade e a
insensibilidade social. Desse modo, a escola é desafiada a preocupar-se em
realizar novas formas de fazer política, de resgatar o interesse pela
participação nos processos decisórios que permeiam a sociedade civil.
Isso
significa dizer que a função social da escola no mundo de hoje está em realizar
o processo educativo, visando o conhecimento, de acordo com os anseios dos estudantes,
inserindo-os no contexto das mudanças econômicas e ao mesmo tempo, contribuindo
para que se tornem protagonistas, ou seja, autores e senhores de suas vidas.
Isto significa que a escola deve criar oportunidades para que eles decidam,
pensem, tornem-se livres e responsáveis, autônomos e emancipados.
REFERÊNCIAS
LIBÂNEO, José
Carlos. Organização e Gestão Escolar: Teoria e Prática. 5. Ed. Goiânia:
Alternativa, 2004
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